quinta-feira, 24 de maio de 2012

Fidelização

A Importância do Atendimento para A Manutenção do Cliente no Varejo ( 1ª Parte)

Autor: Elizabeth Dantas, adaptada por João Grisi

Fonte: UNIFACS

Nesta matéria entenderemos que saber atender bem o cliente é tão importante quanto conhecer tecnicamente as nossas tarefas. Veremos o quanto precisamos mostrar para o cliente que ele é o nosso melhor negócio. E que o atendimento é um dos nossos maiores diferenciais no mercado, um dos principais motivos que fará com que nossos clientes estejam sempre satisfeitos, para que possamos mantê-los sempre fiéis.

Sabemos que esforços para conquistar o cliente sempre foram feitos, porém, a manutenção de clientes já existentes, poucas vezes foi foco de atenção. O que costumamos fazer de forma mais intensa é investir em propaganda para atrair novos clientes, esquecendo-nos de mantê-los sempre satisfeitos para que fiquem conosco sempre, deixando até mesmo de ser apenas mais um, para tornarem-se os nossos maiores aliados.

Aqui você encontrará algumas dicas muito importantes de como a sua empresa deve tratar o cliente para mantê-lo sempre satisfeito, revertendo essa satisfação em lucros e benefícios para o seu negócio. Somente as grandes empresas, industriais ou varejistas, dispõem de recursos (humanos, tecnológicos ou financeiros) para implementar um Sistema de Informações de Marketing altamente sofisticado. O que, para elas, é de fundamental importância, pelo nível mais complicado de decisões que devem tomar a cada instante.

Mas, tanto o atacadista quanto o varejista de porte médio e mesmo a micro-empresa - por serem canais de venda que sofrem menor impacto da concorrência e das oscilações ambientais – têm como prioridade estratégica manter sua carteira de clientes satisfeita e fiel.

Portanto, as informações mais importantes que devem arquivar, dizem respeito aos dados de mercado, à concorrência e ao cliente. Ou seja, formar um Banco de Dados.

Evidentemente, a falta total de recursos tecnológicos em informática (ou seja, computador), reduz bastante as chances de um trabalho amplo, dinâmico e eficaz no relacionamento com o cliente, o qual deve ser constante e interativo. Vejamos na segunda parte desta matéria.
 A importância do atendimento ao cliente no varejo
Fonte: Clipart
Mas, afinal, quem é o nosso cliente? O pai ou a mãe que compra um produto e paga por ele ou o filho, que é quem usa o produto? Vamos descobrir!

Bem, para começar, é preciso lembrar tudo o que já vimos até aqui sobre os clientes: eles são seres humanos que possuem expectativas, querem respeito e esperam um serviço de qualidade.

O cliente é toda e qualquer pessoa que entra em contato com a empresa para adquirir um bem ou serviço, ou simplesmente solicitar uma informação. O cliente é o bem mais importante para a empresa. Quando ele entra no seu estabelecimento, ele tem necessidades, desejos e vontades que a empresa deverá atender de forma vantajosa para ambos.

O cliente se satisfaz quando percebe que o atendimento vem ao encontro ou excede as expectativas.

Os clientes podem ser:

Em Marketing

  • diretos ou finais: utilizam os produtos/serviços na sua versão final, têm contato, relação de consumo direta com o que foi “comprado”. Por exemplo: os alunos de uma escola.
  • indiretos ou intermediários: adquirem produtos/serviços, para depois repassá-los aos clientes finais. Por exemplo: os pais, que pagam as mensalidades.

Em Relações Públicas

  • público interno: funcionários e prestadores de serviços, sócios.
  • público externo: clientes, a comunidade, os fornecedores, distribuidores, consultores, as instituições de uma maneira geral, entidades representativas, a administração pública, a imprensa.
Em todos os casos, considerando que a imagem da empresa é o seu maior patrimônio, é de suma importância as políticas internas de cada organização, no que se refere à comunicação e ao tratamento dispensado aos seus diversos públicos e clientes.

Mas de nada adianta atrair e não manter o Cliente!

Fonte: Clipart
A era do Relacionamento com os Clientes

O mercado e a concorrência levam as empresas a cultivarem seus clientes, que antes não tinham tantas alternativas. Porém, hoje, como não mais existem grandes diferenças entre as marcas, a lealdade por parte do cliente é coisa rara.

A tecnologia auxilia na administração dos dados necessários à interação com os clientes, para que as empresas possam praticar uma venda mais personalizada. Pois, com uma base de dados concreta, composta por informações fornecidas pelos clientes, torna-se bem mais fácil identificar suas reais necessidades.

O que desperta as empresas para a prática de uma nova política de relacionamento é que conquistar um novo cliente custa bem mais do que reter os que já existem. Esse novo marketing, o marketing praticado com base no relacionamento com o cliente, traz uma série de benefícios em relação ao marketing tradicional.

O Marketing de Relacionamento visa não somente à realização de uma venda, mas ao início de um relacionamento com o cliente; não somente conseguir fechar um negócio, mas construir lealdade.

Pensa-se assim, no pós-venda, que se constitui tão necessário quanto à própria venda. Esse tipo de Marketing possibilita identificar os clientes mais importantes, adequando os produtos e serviços às suas reais necessidades.

As empresas pecam, muitas vezes, por acreditarem que os clientes sempre vão continuar satisfeitos, que sempre as apoiarão. Não percebem, também, o prejuízo acarretado por clientes insatisfeitos, que disseminam isso para outros clientes, gerando assim, um grau de insatisfação muito grande.

Enquanto que um cliente satisfeito gera boas informações a outros clientes, criando novas oportunidades de negócios a um custo muito baixo e também, repetindo suas compras.

A Fidelização de Clientes

Fidelizar clientes constitui-se no programa mais abrangente dentro do Marketing de Relacionamento. Para que a empresa busque lealdade por parte do cliente, deve oferecer produtos e/ou serviços com todas as condições básicas inerentes a estes, pois é impossível construir lealdade se os produtos e/ou serviços são ruins. Ambas as partes têm que visualizar benefícios em permanecer no relacionamento.

Fidelidade em marketing denota um sentimento de afinidade em relação a produtos e marcas de uma organização, que vai além da simples repetição de compra, mesmo que isto seja uma referência habitualmente utilizada como forma de se auferir a satisfação dos clientes.

Ao implantar o programa para reter clientes, deve-se avaliar quem se deseja reter e o porquê dessa retenção. De maneira geral, busca-se reter clientes lucrativos e o objetivo da retenção é poder contar com esses clientes por vários anos, gerando assim, um retorno em longo prazo, mensurável através do “valor gasto” pelo cliente e também da satisfação. Além disso, o cliente fiel faz-se um defensor para a empresa, limpando as censuras negativas que, por ventura, possam surgir, e criando uma positiva rede de propaganda informal passada de pessoa para pessoa.

Programas de fidelização bem concebidos e gerenciados podem proporcionar um retorno de 20% dos clientes. Para que um programa desse tipo obtenha sucesso, são necessários alguns requisitos (BUILDING, 1998):
  • O produto ofertado deve ter margem de contribuição suficiente;
  • As recompensas oferecidas devem estar associadas à percepção de alto valor;
  • A empresa patrocinadora deve ter um comprometimento de longo prazo;
  • Programa deve ser simples.
Johnson e Leger (1999, p. 36) argumentam que para que se possa obter retornos positivos com as estratégias de fidelização, elas devem incluir quatro etapas:
  • Selecionar clientes adequados: diz respeito a definir o público-alvo da estratégia de fidelização, por exemplo, aqueles mais rentáveis à empresa, e compreender as variáveis por ele valorizadas;
  • Entregar valor adicional: consiste em se utilizar de informações acerca das variáveis valorizadas pelos clientes e lhes proporcionar acesso a elas de maneira diferenciada, de forma que atraia a sua participação;
  • Fomentar continuamente o relacionamento: consiste em buscar contato frequente com os clientes por meio de ofertas e comunicações apropriadas, de forma que ele se sinta tutorado nas suas decisões;
  • Percorrer o caminho correto: consiste em avaliar e promover ajustes nas ações realizadas, de forma que o resultado seja potencializado.  

Fonte: Clipart
Devem-se separar os clientes por tipos – indivíduos, famílias, empresas, revendedores, clientes internos – e, dentro dessa separação, analisá-los por valor, para que seja evitada a perda de um daqueles clientes cujo valor seja alto, pois é difícil repor um cliente desse tipo. Identificados e agrupados os tipos de clientes, fica mais fácil aplicar recursos aos clientes de alto valor e economizar com os clientes considerados de baixo ou nenhum valor.

Muitas empresas preferem eliminar alguns clientes não lucrativos, sem expectativas de torná-los lucrativos, chegando mesmo a deixá-los ao alcance da concorrência.

Interagindo com o cliente e dando-lhes respostas, podemos conquistar a sua fidelidade, pois ele passa a se sentir importante para a organização e dará sua contribuição ao longo da vida. Recompensas também auxiliam a despertar no consumidor o sentimento de reconhecimento por parte da empresa.

Por algumas limitações vou ficando por aqui, mas não deixa de ver a segunda parte desta matéria. Até a próxima.

sábado, 19 de maio de 2012

COMO FOTOGRAFAR UM LOCAL DE ACIDENTE DE TRÂNSITO 
Todo o local de um acidente de trânsito (assim como os veículos nele envolvidos) deve ser fotografado, logo após ele ter ocorrido.
UMA FOTOGRAFIA VALE MAIS DO QUE MIL PALAVRAS
PORQUÊ FOTOGRAFAR?
Pode ocorrer que os levantamentos oficiais não tragam à tona a verdade absoluta sobre o que ocorreu naquele local. Com as fotos é possível, a qualquer tempo (meses ou até anos após), a reconstituição deste sinistro, restabelecendo aquela verdade.
Com as fotos ainda, é dado ao defensor em uma futura ação cível ou criminal, um poder maior de convencimento ao Juiz encarregado de julgar o feito, mesmo que a parte contrária, nesta ocasião distorça a verdade procurando defender seus interesses.
MAS O QUÊ FOTOGRAFAR?
Acompanhe esta sequência e teremos tudo o que precisamos para a reconstituição do acidente e para a nossa defesa em Juízo.
Devemos fotografar SEMPRE:
1 - AS POSIÇÕES FINAIS DOS VEÍCULOS
2 - AS AVARIAS DOS VEÍCULOS
3 - OS SINAIS DEIXADOS NO LOCAL
4 - ANORMALIDADES, PLACAS, ETC...
Um filme de 24 poses é suficiente para que tenhamos todas as fotos necessárias de um acidente de trânsito normal. Quanto mais fotos, porém, melhor. Não é necessário economizar neste particular. Se a máquina for digital então, exagere.