sábado, 19 de maio de 2012

COMO FOTOGRAFAR UM LOCAL DE ACIDENTE DE TRÂNSITO 
Todo o local de um acidente de trânsito (assim como os veículos nele envolvidos) deve ser fotografado, logo após ele ter ocorrido.
UMA FOTOGRAFIA VALE MAIS DO QUE MIL PALAVRAS
PORQUÊ FOTOGRAFAR?
Pode ocorrer que os levantamentos oficiais não tragam à tona a verdade absoluta sobre o que ocorreu naquele local. Com as fotos é possível, a qualquer tempo (meses ou até anos após), a reconstituição deste sinistro, restabelecendo aquela verdade.
Com as fotos ainda, é dado ao defensor em uma futura ação cível ou criminal, um poder maior de convencimento ao Juiz encarregado de julgar o feito, mesmo que a parte contrária, nesta ocasião distorça a verdade procurando defender seus interesses.
MAS O QUÊ FOTOGRAFAR?
Acompanhe esta sequência e teremos tudo o que precisamos para a reconstituição do acidente e para a nossa defesa em Juízo.
Devemos fotografar SEMPRE:
1 - AS POSIÇÕES FINAIS DOS VEÍCULOS
2 - AS AVARIAS DOS VEÍCULOS
3 - OS SINAIS DEIXADOS NO LOCAL
4 - ANORMALIDADES, PLACAS, ETC...
Um filme de 24 poses é suficiente para que tenhamos todas as fotos necessárias de um acidente de trânsito normal. Quanto mais fotos, porém, melhor. Não é necessário economizar neste particular. Se a máquina for digital então, exagere.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Liderança em escala

                                        Revista Você s/a nº149, 01/11/2010, Por Eugênio Mussak
A primeira função de um gestor é formar outros bons líderes?
Liderar não é fazer. Liderar é fazer fazer. E, para isso, é necessário criar uma equipe, o que significa engajar, capacitar e, acima de tudo, inspirar. Sim, líderes devem inspirar pessoas, mas, à medida que a empresa cresce, essa função muda um pouco, pois não é mais suficiente inspirar quem faz.
Agora é necessário inspirar quem inspira quem faz.
Já se disse que a primeira responsabilidade de um líder é formar outros bons líderes. Há duas razões para justificar essa afirmação: a primeira é que o líder precisa ter a consciência de que ele não é eterno nem infalível. Cedo ou tarde, o gestor precisará ser substituído, temporária ou definitivamente. A segunda é que, desde Fayol (Henri Fayol, estudioso da teoria da administração), aprendemos que um líder não consegue liderar diretamente um grupo superior a 30 pessoas. Além desse número é preciso pensar em gestores ou chefes intermediários, capazes de replicar o comando e de manter o moral do grupo.
O exército é um bom exemplo. Entre o posto de marechal e o de soldado há 20 posições hierárquicas que formam a cadeia de comando. E não há, nesse caso, nenhuma intenção corporativista para favorecer amigos protegidos com cargos importantes. O que há é uma cadeia de lideranças que mantém a coluna vertebral de uma organização que tem de funcionar bem. Nas organizações, em função do crescimento e da globalização, os princípios da autonomia e da delegação viraram imperativos de eficácia. E isso exige um grande esforço de capacitação e uma comunicação eficiente. Caso contrário, não há chance de se criar o necessário ambiente de confiança.
Querer manter o controle sobre tudo o que acontece na companhia é o mesmo que condená-la a ficar pequena. Manter vários objetos no ar ao mesmo tempo é coisa de artista de circo. Nas organizações isso se faz em equipe, que, por definição, é um conjunto de pessoas que possuem habilidades complementares e sonham o mesmo sonho. A empresa é formada por várias equipes que obedecem à mesma lógica. Se isso for observado, não há limite para o crescimento nem para o sonho.
Texto publicado sob licença da revista Você s/a, Editora Abril.
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